Hoje eu acordei.
Saí de casa e nunca imaginei que pudesse haver tão profundo e espesso e tocável cinza. Nas minhas lembranças, esse cinza não está, tampouco estou eu.
Esse cinza vem do céu, tão baixo que eu poderia alcançá-lo com as minhas mãos, num levantar de calcanhares. Tão denso que aglutina o clima, a cidade e seus habitantes.
Cinza tudo, menos eu.
Eu estou vermelha.
Vermelha em regras, roupas, política.
Vermeha em todos os sentidos, menos em um:
Vermelha de paixão.
Buscando esse sentido, caminho como uma cereja andante
procurando um bolo onde me colocar.
E, não encontrando bolo - de maracujá, de chocolate, pêra, nozes ou mirtilho -
decido me combinar com o cinza concreto do céu de hoje.
Noto que vermelho e cinza combinam bem,
e também que, nesse momento, não há outro lugar onde eu queira mais estar
do que nesse bolo gray de liberdade e possibilidades
onde estou agora.
E me sinto grata pelas decisões que me trouxeram até aqui.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Descrição
Saio do avião e sinto o tempo morno e úmido, o cheiro de terra e mato molhados, constante no ar dessa época do ano. Você está me esperando do lado de fora dos vidros, atrás daquela barra. Chego até você e sorrio. Você me olha fundo nos olhos e não diz nada, simplesmente porque não é necessário. Entrelaçamos nossas mãos com confiança e arrastamos as minhas malas enquanto alcançamos o carro com passos certos.
Assento- me contente enquanto as minhas baterias solares são carregadas. Você dirige sorrindo e toma vento de vez em quando, sempre atento ao trânsito e a mim. Eu olho pela janela impressionada, me lembrando do tamanho das árvores e da intensidade do verde. Antes que eu adormeça, você me pergunta se eu tenho fome e eu digo que estou tão cheia de felicidade que não cabe nada no meu estômago.
Você vai guiando pela estrada e me levando pro lugar que há meses eu sonho em chegar. E você sabe o quanto eu quero estar lá! Me fita enquanto durmo e sente-se grato por eu estar ali.
Chegamos, e eu que ainda estou dormindo, desperto com o seu beijo. Precisamos ir antes que a noite termine de cair.
Subimos as escadas e olhamos tudo lá de cima. Que bom finalmente estar aqui!
Sem ansiedade, sem stress, sem perguntas! Só leveza, confiança, paz e liberdade.
Assento- me contente enquanto as minhas baterias solares são carregadas. Você dirige sorrindo e toma vento de vez em quando, sempre atento ao trânsito e a mim. Eu olho pela janela impressionada, me lembrando do tamanho das árvores e da intensidade do verde. Antes que eu adormeça, você me pergunta se eu tenho fome e eu digo que estou tão cheia de felicidade que não cabe nada no meu estômago.
Você vai guiando pela estrada e me levando pro lugar que há meses eu sonho em chegar. E você sabe o quanto eu quero estar lá! Me fita enquanto durmo e sente-se grato por eu estar ali.
Chegamos, e eu que ainda estou dormindo, desperto com o seu beijo. Precisamos ir antes que a noite termine de cair.

Subimos as escadas e olhamos tudo lá de cima. Que bom finalmente estar aqui!
Sem ansiedade, sem stress, sem perguntas! Só leveza, confiança, paz e liberdade.
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Paxá
Só gosto dessa palavra. É uma das minha favoritas em português. Me lembra férias de infância de verão, primos, alto-astral. Fome voltando do clube, coxinha com guaraná, olhos ardios de cloro, ombros ardidos de sol. Montanhas e aquela casinha colorida na qual eu queria morar quando crescesse.
Só essa palavrinha!
Só essa palavrinha!
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Saudade = Tatuagem
Suspiro. A saudade está tão impregnada em mim que já se tornou uma tatuagem na minha pele. Arrancar seria a coisa mais dolorida do mundo. E deixaria marcas. Mas é uma coisa que eu escolhi ter. Então é melhor deixar estar e aproveitar a sua beleza.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
O tempo e o vento
Cansaço!
Hoje eu queria que tudo fosse num ritmo mais morno e então eu poderia ouvir o som de som nehum.
Só por um tempo rápido.
Hoje eu queria que tudo fosse num ritmo mais morno e então eu poderia ouvir o som de som nehum.
Só por um tempo rápido.
sábado, 3 de outubro de 2009
Ilusão
Nos dias em que eu mais me desesperava, em que tudo parecia em vão e em que a esperança sucumbia, meu coração repousava tranquilo porque você ia me abraçar. Mas, havia uma condição: eu teria você e mais nada. Nem os meu sonhos e nem a minha feminilidade... Se até a esperança - última que morre - havia sucumbido, como poderia eu sobreviver?
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