Acabei de escrever o post aí embaixo e quando olhei a data tive certeza: já vi essa cena, já tive essa sensação...
Há exatos 7 anos era copa do mundo não sei onde... mas sei que era em algum lugar distante, porque os jogos só passavam no Brasil no meio da noite. E eu sempre gostei de dormir cedo - com exceção dos tempos que andei fora de mim lá na Suécia.* E também sempre gostei de copa do mundo. O fato é que nesse dia de sete anos atrás, eu estava doente e resolvi ficar em casa e descansar, ao invés de ir com os meus amigos - e com um amigo mais especial que os outros - pra um bar assitir o jogo.
Não me lembro mais se eu queria assistir o jogo de casa... ou se só ia dormir mesmo.
Me lembro que estava muito doente... com aquela sensação que a doença dá de que se está muito vivo. Sabe aquilo... quando o corpo luta para combater a febre e a gente sente muito e sente tudo e sente tudo muito?
E no meio de tanto sentimento eu senti uma vontade imensa de dizer pra esse meu amigo especial o quanto ele significava para mim, o quanto eu o admirava, o quanto ele me fazia entender as coisas de uma forma diferente, o tanto que era bom tê-lo por perto. Entao, como quase sempre faço, resolvi escrever uma carta comunicando isso tudo.
E escrevi, e escrevi, e escrevi... no final havia um monte de coisas boas pra esse meu amigo.
E depois do final resolvi colocar a data.
Quando escrevi a data me dei conta: é dia dos namorados. E eu estou completamente apaixonada pelo meu amigo.
Entreguei a carta e escolhi a amizade.
Hoje escrevi e em seguida percebi que é dia dos namorados, assim como aconteceu naquele dia. Me lembrei dessa história, mas não me dei conta da mesma coisa de aquela vez. E queria ter dado... queria sentir muito, queria sentir tudo, como senti aquele dia.
Agora me veio um insight: DAR-SE CONTA. Acho que é isso. Preciso primeiro dar-me a mim mesma, para depois ganhar as contas.
*Estou em Barcelona, btw.
Viagem interior pelo mundo de uma menina. Viagem de uma menina do interior pelo mundo. Viagem pelo mundo de uma menina do interior. Viagem pelo interior de uma menina do mundo.
sexta-feira, 12 de junho de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Emergindo
Vc falou que eu era profunda e que gostava disso, então eu fui tão fundo em mim e submergi de tal forma que a minha visão ficou turva. Encontrei água demais e não consegui mais me ver e nem ver o mundo - do qual sempre tive sede. Engasgada com sua inconstância não consegui tomar mais nenhuma gota.
vc falou que não gostava da minha beleza, então eu a afoguei, só pra te agradar.
Pronto, deu.
Transbordo para fora de mim tudo o que me prende de seguir na jornada que escolhi, e salto de volta para a realidade mais bela do que o arquétipo da sereira adolescente que cresceu.
Quero (me) ver (n)o mundo em outras cores e mudar de ares, mesmo tendo aprendido que posso respirar de baixo d´àgua.
Navegar é preciso: quero agora nadar em águas rasas.
sábado, 3 de janeiro de 2009
Pulando do Aquário
Fish, Amanda
Pez, Maritza
Fisk, Alessandra
Todas Peixes
Deixando seus traços em riscos d'água
Entre Copenhaguem e Madrid, 20.12.2008
Pez, Maritza
Fisk, Alessandra
Todas Peixes
Deixando seus traços em riscos d'água
Entre Copenhaguem e Madrid, 20.12.2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Pleasure spiked with pain
É difícil descrever o que sinto morando aqui na Suécia. Sinto uma dor imensa ao perceber a minha ignorância e, por outro lado também sinto alívio ao percebê-la.
Quero melhorar, quero saber mais, sobre tudo... sobre mim e sobre o mundo!
Quero melhorar, quero saber mais, sobre tudo... sobre mim e sobre o mundo!
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Be yourself is all that you can do

A maior angústia que existe é a de não viver a própria vida e de não dar o melhor de si a si mesmo. A maior traição fingir que não se sabe o que se quer. Angústia é ver a própria vida escoando pelos poros enquanto o tempo se arranca indiferente, totalmente indiferente a tudo!
Acho que o tempo, ao contrário do que dizia Einstein, é a coisa mais absoluta que existe. Ao menos é absoluta a certeza de que ele passa independente de qualquer querer.
Acho que o tempo, ao contrário do que dizia Einstein, é a coisa mais absoluta que existe. Ao menos é absoluta a certeza de que ele passa independente de qualquer querer.
domingo, 7 de dezembro de 2008
Pessoas
Pelo tanto que as quero, pelo tanto que me influenciam e me modificaram, parece-me que nos conhecemos há anos! Mas não, tem poucos meses, algumas dezenas de dias e já estamos muito além das aparências, em algum lugar que ainda não sei o nome, num lugar para o qual eu ainda não inventei nome, mas que já tem raízes enormes que fazem cócegas deliciosas interior de mim. Sim, talvez o nome do lugar que estamos construindo nessa velocidade estonteante seja cócegas interiores, e me encanta esse lugar!
Desamprendi a contar e a ler a data, a organização e o método me abandonaram (por favor, me visitem de vez em quando, sinto saudades! Oh, organização, método, pessoas!) e meu coração se enche totalmente quando as vejo - porque vocês se fizeram indispensáveis pra mim, além do lugar e do tempo... Aparecem do nada, do mundo, sem qualquer sinal ou campainha, as que eu menos espero e também sem que eu espere já não me incomodam suas vozes diferentes, seus sotaques difíceis. Ao contrário tomo gosto, e quero mais daquela melodia, dos textos no celular, das fotos no facebook, dos comentários, dos status. Mas, principalmente, das vozes no ouvido e dos textos no celular.
Me conhecem profundamente, me lêem, me interpretam, me missintermpretam-me, me apóiam, me acham e me juntam. Recolhem meus cacos. Colam de novo e fica tudo melhor do que era. É difícil explicar, mas é das melhores sensações que posso sentir.
Me encorajam, me salvam, me desvitimizam, me fazem abrir o peito, expor a cara, ser eu, o mais profundo de mim e, assim, viver da única forma possível, que é a verdadeira. A minha própria verdade, me respeitando e sendo fiel a mim mesma.
Também me estressam, me julgam, me rejeitam, me alienam, me irritam profundamente, me fazem doer ao perceber o quanto sou normal, ingênua, ignorante, burra, estúpida, indiferente, fútil e superficial. Me fazem chorar. Me fazem perceber o quanto são normais. E como eu não vi nada disso antes?!
Me fazem crescer sem perceber. E me fazem querer crescer mais, conscientemente. Muito além da língua, mas com o entendimento da língua e a união que a língua traz são capazes de chegar ainda mais perto e dividirem tanto! Finalmente entendo a expressão língua-mãe. Finalmente entendo tantas cosias.
As que foram deixadas para traz não estão atrás de nenhuma. Ao contrário, só foram empurradas mais um pouco para o fundo do coração.
Sei que muitas vão achar tudo isso ridículo e meloso. Vão me achar agressiva, esquisita, masculina e aparecida. Outras, já me acham normal – e isso me dói tanto, quero ser especial o tempo todo! Aberta demais, exposta demais e isso me amedronta. Mas, no final, vão ter aquelas que vão achar lindo, enérgico, brilhante, encorajador e que vão agradecer e me abraçar (nem que seja em pensamento). E, apesar de não ser apenas pelo abraço que estou aqui, o abraço, o conforto que ele traz, a sensação de que fui útil de alguma forma, é muito maior que o medo bobo (mas aterrorizante) do julgamento.
Pessoas me deixam contraditória: me fazem sentir saudades, mas também me fazem querer ficar.
Desamprendi a contar e a ler a data, a organização e o método me abandonaram (por favor, me visitem de vez em quando, sinto saudades! Oh, organização, método, pessoas!) e meu coração se enche totalmente quando as vejo - porque vocês se fizeram indispensáveis pra mim, além do lugar e do tempo... Aparecem do nada, do mundo, sem qualquer sinal ou campainha, as que eu menos espero e também sem que eu espere já não me incomodam suas vozes diferentes, seus sotaques difíceis. Ao contrário tomo gosto, e quero mais daquela melodia, dos textos no celular, das fotos no facebook, dos comentários, dos status. Mas, principalmente, das vozes no ouvido e dos textos no celular.
Me conhecem profundamente, me lêem, me interpretam, me missintermpretam-me, me apóiam, me acham e me juntam. Recolhem meus cacos. Colam de novo e fica tudo melhor do que era. É difícil explicar, mas é das melhores sensações que posso sentir.
Me encorajam, me salvam, me desvitimizam, me fazem abrir o peito, expor a cara, ser eu, o mais profundo de mim e, assim, viver da única forma possível, que é a verdadeira. A minha própria verdade, me respeitando e sendo fiel a mim mesma.
Também me estressam, me julgam, me rejeitam, me alienam, me irritam profundamente, me fazem doer ao perceber o quanto sou normal, ingênua, ignorante, burra, estúpida, indiferente, fútil e superficial. Me fazem chorar. Me fazem perceber o quanto são normais. E como eu não vi nada disso antes?!
Me fazem crescer sem perceber. E me fazem querer crescer mais, conscientemente. Muito além da língua, mas com o entendimento da língua e a união que a língua traz são capazes de chegar ainda mais perto e dividirem tanto! Finalmente entendo a expressão língua-mãe. Finalmente entendo tantas cosias.
As que foram deixadas para traz não estão atrás de nenhuma. Ao contrário, só foram empurradas mais um pouco para o fundo do coração.
Sei que muitas vão achar tudo isso ridículo e meloso. Vão me achar agressiva, esquisita, masculina e aparecida. Outras, já me acham normal – e isso me dói tanto, quero ser especial o tempo todo! Aberta demais, exposta demais e isso me amedronta. Mas, no final, vão ter aquelas que vão achar lindo, enérgico, brilhante, encorajador e que vão agradecer e me abraçar (nem que seja em pensamento). E, apesar de não ser apenas pelo abraço que estou aqui, o abraço, o conforto que ele traz, a sensação de que fui útil de alguma forma, é muito maior que o medo bobo (mas aterrorizante) do julgamento.
Pessoas me deixam contraditória: me fazem sentir saudades, mas também me fazem querer ficar.
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