sábado, 16 de janeiro de 2010

Tik-Taq

tic-tac
tiq-taq
tik-tak

Meu corpo é um calendário,
que soa vermelho o despertar de novos ciclos



Te Lembra de mim...
tiq-tak

nos dias em que quiseres esquecer o relógio.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

O primeiro de nem tantos



Hoje estou em Goiânia e fui a um casamento com o meu pai.
Durante a festa o noivo subiu no palco e disse que essa era uma data muito importante para a família dele porque os avós dele haviam se casado nessa data também, e os tios e tal. Aí ele repetiu algumas vezes 8 de janeiro, 8 de janeiro... E essa data ecoou em mim.
De repente, eu me lembrei: dia 8 de janeiro foi o dia que eu dei meu primeiro beijo. Há exatos 16 anos. Hahaha! Engraçado isso. Faz mais anos do que eu beijei na boca pela primeira vez do que a idade que eu tinha no dia do beijo.
É claro que, como geralmente acontece com os primeiros beijos, o meu também não foi bom. Credo, foi nojento, eu detestei! Depois de tanto esperar... depois de treinar chupando cubos de gelo, pegando azeitona da xícara com a língua. E o tal do beijo era... aquilo!
Era sábado à noite e eu encontrei o menino no shopping. Ele era bonito e gente boa. Não sei se era exatamente inteligente, mas tinha cara de inteligente. E era meio estranho, como eu até hoje gosto. E eu era a fim dele. Mas, ele não era o menino pelo qual eu era apaixonada... esse, acho que nunca imaginava que eu gostava dele e era meu amigo e não era nada estranho. Ele nunca me dava moral. Aliás, até dava, mas... na época eu era inocente eu nunca sacava. (E continuo não sacando na maioria das vezes. Só que agora eu não acho mais que sou inocente, só sou tonta mesmo :/).
Mas, o assunto é o beijo: o beijo foi babado... não me lembro quando começou. Só sei que era férias e o shopping estava bem vazio e que estávamos sentandos numa fonte, conversando. E, de repente, foi... mas não sei se foi de repente mesmo... não me lembro mais. Só lembro que foi nojento, babado, que eu fiquei com a cara melada e queria limpar mas tinha vergonha... e que não queria mais, mas não tinha como fugir. No entanto, me lembro que os abraços eram bons. Eram bons mesmo, de verdade... tanto que não esqueci. E percebo que isso tem muito valor. Até hoje gosto taaanto de alguns abraços, que acho que são eles que me fazerm ficar com vontade de beijar :)Mas, no dia do primeiro beijo os abraços não foram suficientes e eu fiquei aliviada quando chegou a hora de a minha mãe me buscar.
Maaaaaaaaas, para a minha grande surpresa, no domingo seguinte, exatamente 8 dias depois de eu ter deixado de ser BV -como dizem os adolescentes multimídia de hoje - fui ao mingau da boate da minha cidade e, quem estava lá: quem, quem, quem? O menino nada esquisito por quem eu era apaixonada.
E, numa surpresa maior ainda, quando começou a tocar as músicas lentas, ele me convidou para dançar.

E, me beijou. E foi bom, muuuuito bom! O suficiente para eu não querer mais parar.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pânico

E, de novo, eu tô morrendo de medo.
Medo de ir e medo de voltar.
Medo de que tudo esteja diferente do que eu conheço (e gosto) nas minhas chegadas.

Medo porque eu sei exatamente o que me espera e posso descobrir que, na verdade, eu não sabia era nada.

Medo de chegar e perceber que não sou especial,
E de voltar e perceber que eu sou menos ainda.

Estou com medo de o calor não ser tão quente
ou da escuridão não fazer mais sentido depois de tanta luz.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Entre uns e outros

Entre uns e outros:

Há aqueles que estão a procura

E há aqueles que já (se) encontraram.


E eu teimo em não querer estar nem com uns e nem com outros. Isso existe?
Tomara que sim, agora é hora de mim.


P.S: A foto desse post eu copiei do blog do Gabeira e os créditos são dele. Sim, o Fernando Gabeira, deputado federal pelo Partido Verde, tem um blog que eu leio e recomendo: www.gabeira.com.br/blog

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A verdade dos números

372: 7; 451:2 - mas sem variação zodiacal. 7=2.
Gradação: cedo demais para dizer.

Conclusão, de acordo com o horóscopo: Chegou o momento da libertação! E eu concordo.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Suspiro profundo

"No fundo da alma há solidão
E um frio que suplica um aconchego"

Vanessa da Mata, Vermelho

terça-feira, 3 de novembro de 2009

No bolo cinza do céu de hoje

Hoje eu acordei.
Saí de casa desatenta às cores. Talvez por isso tenha me surpreendido tanto com a profundidade e espessuara do cinza, quase tocável. Nas minhas lembranças, essa tonalidade não está. Tampouco estou eu.
Tonalidade cinza céu da Escânia: tão baixo que eu poderia alcançá-lo com as minhas mãos, num levantar de calcanhares. Tão denso que aglutina o clima, a cidade e as pessoas.
Cinza tudo, menos eu.
Eu estou vermelha.
Vermelha em regras, roupas, política.
Vermeha em todos os sentidos, menos em um:
Vermelha de paixão.
Buscando esse sentido, caminho como uma cereja
procurando um bolo onde me colocar.
E, não encontrando bolo - de maracujá, de chocolate, pêra, nozes ou mirtilo -
decido me combinar com o cinza concreto do céu de hoje.

Noto que vermelho e cinza combinam bem,
e também que, nesse momento, não há outro lugar onde eu queira mais estar
do que nesse bolo gray de liberdade e possibilidades
onde estou agora.
E me sinto grata pelas decisões que me trouxeram até aqui.